Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 15/05/2025

Na produção norte-americana Wall-E, é perceptível a dependência humana das máquinas. No longa, o planeta Terra é destruído por causa da poluição e os humanos começam a viver em naves e dependem dos eletrônicos para tudo. Quando analisada na sociedade contemporânea, a obra ficcional não é considerada inviável, considerando que a população está cada vez mais dependente de aparelhos eletrônicos para realizar atividades básicas. Sendo assim, o aumento dos casos de transtornos metais devido ao uso constante de telas e a falta de independência na resolução de problemas são problemas que devem ser sanados com máxima urgência.

Uma pesquisa feita pela OMS, aponta que entre 2021 e 2023 houve um aumento significativo nos diagnósticos de transtornos mentais, principalmente nos casos de depressão e ansiedade. Tais quadros sofreram drástico aumento devido ao consumo excessivo de informações rápidas, já que a disseminação desse entretenimento compulsivo em sites como TikTok, Instagram e Youtube se tornou comum na vida dos brasileiros. Esse comportamento se torna nocivo, visto que embora possa parecer inicialmente agradável, se torna prejudicial e difícil de abandonar.

O Chat GPT e o DeepSeak se tornaram ferramentas mundialmente conhecidas devido as suas rápidas respostas e capacidade de solucionar problemas. Ambos os sites utilizam inteligência artificial em suas respostas, o que os torna suas respostas não confiáveis. Porém, atualmente muitos utilizam suas resoluções como verdade absoluta e perdem a capacidade de julgar as soluções dadas como viáveis ou não. Sendo assim, as pessoas que aceitam essas respostas tendem a perder a capacidade de avaliar situações e conseguir sair de problemas por conta própria.

Afim de mitigar esses cenários, é dever do Ministério da Informação, fiscalizar os conteúdos disseminados online e estabelecendo um limite diário para o uso das redes sociais. Além disso, em conjunto com o Ministério da Educação, devem promover palestras nas escolas alertando para o uso excessivo da tecnologia e criar projetos que incentivem a independência dos alunos. Só assim, a realidade mostrada no filme Wall-E será apenas uma obra de ficção incapaz de se tornar real.