Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
O filme Her apresenta uma narrativa que critica a excessiva dependência emocional e social das pessoas por tecnologias avançadas, destacando como a substituição de vínculos humanos por interações com máquinas pode gerar solidão e alienação. De forma análoga, no Brasil, o vício em tecnologia cresce especialmente entre os jovens, comprometendo a saúde mental e as relações sociais. Esse cenário é favorecido pela negligência da educação midiática e pela ausência de regulamentação estatal eficiente.
De acordo com o psicólogo Vygotsky, “o ser humano é facilmente influenciado pelo meio em que está inserido”, o que ressalta a importância da educação na formação de uma consciência crítica quanto ao uso saudável da tecnologia. No entanto, de que adianta promover campanhas educativas nas escolas se não há investimento sistemático em alfabetização digital ou incentivo ao uso consciente da tecnologia? A falta de preparo dos jovens contribui para transtornos associados ao uso abusivo da internet, como ansiedade e depressão, conforme apontam os textos motivadores.
Nesse sentido, Thomas Hobbes, em seu livro Leviatã, afirma que o Estado tem a obrigação de adotar medidas que auxiliem no progresso social. No Brasil, o Marco Civil da Internet prevê a garantia de direitos e deveres no uso da rede. Entretanto, sem fiscalização efetiva, políticas públicas voltadas ao bem-estar digital e maior engajamento social, essas normas tornam-se ineficazes, permitindo que o vício em tecnologia continue se alastrando de forma silenciosa.
Dessa forma, fica evidente que a dependência tecnológica e suas consequências negativas são impulsionadas pela falta de educação midiática eficaz e pela inércia estatal frente ao avanço digital. Para mitigar esse problema, o governo federal, por meio do Ministério da Educação e do Ministério da Comunicação, deve promover campanhas nas escolas e mídias públicas que incentivem o uso equilibrado das tecnologias, além de investir em programas de saúde mental para jovens. Assim, será possível construir uma sociedade mais consciente, saudável e preparada para lidar com os desafios da era digital.