Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 12/05/2025

Na obra Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, a sociedade é controlada pela tecnologia e perde sua autonomia. Fora da ficção, o uso excessivo da tecnologia tem causado problemas reais. Entre eles, destacam-se os danos à saúde mental e o enfraquecimento dos laços sociais. As pessoas estão cada vez mais dependentes de celulares e máquinas. Essa dependência afeta a qualidade de vida e os relacionamentos. Assim, é preciso refletir sobre os impactos desse vício. Diante disso, torna-se essencial propor soluções para esse problema social.

O primeiro problema é o impacto do uso excessivo de tecnologia na saúde mental. Segundo a OMS, o tempo exagerado diante das telas aumenta a ansiedade e a insônia. Isso acontece porque o cérebro busca estímulos constantes, como curtidas e notificações. Esses estímulos ativam um ciclo de recompensa viciante. O medo de ficar offline também gera estresse nas pessoas. Com isso, o bem-estar emocional é gravemente afetado. Logo, é evidente que a dependência digital pode causar prejuízos psicológicos.

Além disso, o uso excessivo da tecnologia enfraquece os laços sociais. Muitas pessoas deixam de conversar presencialmente e vivem conectadas às redes. Segundo Zygmunt Bauman, vivemos em tempos de “relações líquidas”, frágeis e distantes. Nas famílias, é comum o silêncio dominar enquanto todos estão no celular. Isso compromete o diálogo e a empatia entre as pessoas. Relações verdadeiras exigem presença e troca real. Portanto, o vício digital afasta as pessoas e prejudica a convivência.

Diante disso, é necessário agir para reduzir o vício em tecnologia. O Ministério da Educação deve promover palestras e atividades escolares que incentivem o uso consciente da internet. Além disso, as escolas podem estimular práticas esportivas e momentos sem telas. As empresas também devem criar alertas de limite de tempo em seus aplicativos. Essas medidas ajudam a equilibrar o tempo online e offline. Assim, será possível garantir o bem-estar sem abrir mão da tecnologia.