Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
No filme Wall-E, da Disney Pixar, os humanos abandonam a Terra e passam a viver em uma nave onde tudo é feito por máquinas. Com o tempo, tornam-se completamente dependentes da tecnologia, perdendo até a capacidade de se locomover. Embora fictícia, essa situação retrata um cenário possível diante do uso excessivo de recursos tecnológicos. Dessa forma, é importante refletir sobre os impactos do vício em tecnologia na autonomia humana.
Em primeiro lugar, é fato que a tecnologia trouxe avanços importantes, como o acesso rápido à informação e a automação de tarefas. Entretanto, o uso exagerado desses recursos tem causado prejuízos. Atualmente, muitas pessoas passam horas conectadas, prejudicando relações sociais, rendimento escolar e saúde mental. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o vício em tecnologia como um transtorno, o que demonstra a gravidade do problema.
Ademais, outro ponto preocupante é a substituição da ação humana pelas máquinas. A inteligência artificial tem assumido funções antes exercidas por pessoas, o que, apesar de prático, pode comprometer a capacidade de resolver problemas sem apoio tecnológico. Nesse sentido, como alertava o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade cada vez mais “líquida”, onde tudo se torna superficial — inclusive o modo como usamos a tecnologia.
Portanto, é essencial que o uso da tecnologia seja feito de forma equilibrada. Para isso, escolas, famílias e governos devem incentivar uma educação digital crítica, que prepare os indivíduos para lidar com o mundo real. Caso contrário, corremos o risco de nos tornarmos, como em Wall-E, seres passivos e totalmente dependentes das máquinas.