Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
O avanço da tecnologia transformou a maneira como vivemos, trabalhamos e nos comunicamos. Atualmente, passamos grande parte do tempo conectados, o que levanta a discussão sobre uma possível dependência das máquinas. Byung-Chul Han, em Sociedade do Cansaço, aponta que vivemos em uma era de hiperconectividade que nos sobrecarrega e nos prende a ciclos de estímulo constante. Assim, o que antes era uma ferramenta útil, passou a controlar aspectos importantes da nossa rotina.
Essa dependência fica ainda mais evidente nas redes sociais. Plataformas como Instagram, TikTok e X (antigo Twitter) foram criadas para aproximar as pessoas, mas hoje muitas vezes causam o efeito contrário. Pesquisas apontam uma ligação direta entre o uso excessivo dessas redes e problemas como ansiedade, depressão e baixa autoestima. A série Black Mirror retrata esse cenário de forma crítica, mostrando futuros em que a tecnologia dita cada decisão da vida humana, revelando o risco da perda de autonomia.
Além disso, o vício em tecnologia prejudica as relações humanas. Com a popularização das telas, conversas presenciais estão sendo trocadas por mensagens curtas e emojis. A filósofa Hannah Arendt valorizava a ação e a presença como formas essenciais de vida em sociedade. Quando trocamos o contato humano por interações digitais, perdemos parte dessa vivência coletiva e corremos o risco de nos tornarmos mais isolados e menos empáticos.
Portanto, é fundamental buscar equilíbrio no uso das tecnologias. O educador Paulo Freire defendia uma educação libertadora e crítica, que nos permitisse refletir sobre a realidade. Com base nesse pensamento, é necessário desenvolver o uso consciente da tecnologia, para que ela continue sendo um meio de avanço, e não um instrumento de dominação. Só assim poderemos conviver com as máquinas sem sermos dominados por elas.