Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
Νο Ιivrο 1984, de George Orwell, a tecnologia é usada para vigiar e controlar a população, representada pelo “Grande Irmão”. Essa distopia assemelha-se ao cenário atual, no qual o vício da mesma expõe os usuários à constante coleta de dados e à manipulação digital. Desse modo, o Estado deve regulamentar o funcionamento das plataformas digitais e promover políticas públicas eficazes, enquanto a escola e a família precisam incentivar o uso consciente da tecnologia desde cedo, formando cidadãos mais críticos e equilibrados.
Diante desse contexto, percebe-se que o vício tecnológico é causado por fatores como o design viciante das plataformas, a busca por validação social e a fuga de problemas emocionais, potencializado pelo fácil acesso à internet. Além disso, a ausência do Estado - que não regula e nem promove políticas públicas, como educação digital e apoio à saúde mental - contribui para o avanço do problema. Logo, essa omissão favorece interesses comerciais e expõe especialmente os jovens aos riscos do uso excessivo da tecnologia.
Ademais, a dependência tecnológica pode trazer consequências, como ansiedade, isolamento e queda no rendimento escolar. Segundo uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em 2024, 83% dos adolescentes acessam a internet diariamente e 58% já deixaram de cumprir tarefas escolares ou conviver com a família por causa disso. Assim, escola e família devem atuar juntas para promover o uso consciente da tecnologia, com o foco do colégio voltado para a educação digital, enquanto pais e responsáveis estabelecem limites, com o objetvo de formar jovens conscientes e equilibrados no mundo digital.
Portanto, para que a sociedade não se torne dependente da tecnologia, é fundamental que o governo, as empresas de tecnologia e as instituições educacionais promovam - desde os primeiros anos escolares - ações voltadas ao uso consciente dos dispositivos digitais. Além do mais, ações como políticas públicas, campanhas educativas e palestras devem contribuir para uma relação mais equilibrada com a tecnologia. Isso será fundamental para o pensamento crítico e o equilíbrio emocional dos jovens e adolescentes. Dessa forma, será possível ter uma convivência saudável entre humanos e máquinas