Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

Segundo o físico Stephen Hawking, “A maior conquista da humanidade é a tecnologia, e a maior ameaça também”. Tal citação evidencia como o avanço tecnológico pode trazer tanto benefícios quanto riscos para a sociedade. Conquanto, a crescente dependência das pessoas por dispositivos eletrônicos e ambientes virtuais impede que a sociedade usufrua de forma equilibrada os frutos da tecnologia. Fica evidente, portanto, que medidas sejam tomadas para que se combata não apenas o uso excessivo da tecnologia, como também a alienação digital e a negligência educativa.

Portanto, a tecnologia desempenha papel fundamental no progresso humano, quando se tem em vista seus impactos positivos na medicina, comunicação, educação e entretenimento. Entretanto, o uso desenfreado de dispositivos eletrônicos tem provocado efeitos colaterais preocupantes, como a perda de interação social, o aumento de transtornos psicológicos como ansiedade e depressão, e a redução da produtividade acadêmica e profissional.

Faz-se mister, ainda, salientar que distopias tecnológicas, como as retratadas na série “Black Mirror”, ilustram um futuro em que a dependência de máquinas compromete valores humanos essenciais. É notório, no entanto, que o uso inconsciente da tecnologia desencadeia uma vasta gama de prejuízos emocionais, sociais e cognitivos, dificultando a formação de indivíduos autônomos e reflexivos.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para que se combata a dependência tecnológica e a alienação digital. Cabe às instituições de ensino promoverem a educação digital consciente desde os primeiros anos escolares, com atividades que incentivem o uso moderado da tecnologia. Além disso, é fundamental que famílias e governos incentivem momentos de desconexão e convivência social, garantindo o desenvolvimento de habilidades humanas essenciais. Tais medidas precisam ser colocadas em prática para que os alertas de Stephen Hawking não se tornem, em breve, uma realidade inevitável.