Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

“A tecnologia move o mundo”, afirmou o físico Albert Einstein. No entanto, no contexto atual, essa ferramenta do avanço tecnológico tem causado efeitos adver-sos cada vez mais evidentes, como o vício em dispositivos digitais. Dessa forma, torna-se pertinente refletir sobre os impactos da dependência tecnológica. Nesse sentido, há de se analisar não só os prejuízos à saúde mental e às relações huma-nas, mas também a crescente submissão da autonomia humana às máquinas.

Diante desse contexto, é notório que o uso excessivo de tecnologias digitais afeta diretamente a saúde mental e o convívio social. De acordo com pesquisa da Fiocruz (2023), cerca de 40% dos jovens brasileiros apresentam sinais de depen-dência digital, como ansiedade e insônia causadas pelo uso abusivo do recurso tecnológico. Ao substituir interações presenciais por conexões virtuais, muitos indivíduos têm desenvolvido dificuldades de se relacionar fora do ambiente online, agravando o isolamento social e os transtornos emocionais.

Ademais, a confiança exagerada nas máquinas pode comprometer a autono-mia e o senso crítico da população. Ferramentas como assistentes virtuais, algorit-mos de recomendação e inteligência artificial vêm tomando decisões que antes ca-biam ao ser humano, desde escolhas de consumo até filtros de informação. Tal processo, embora traga praticidade, pode gerar um pensamento cada vez mais automatizado e menos reflexivo, criando uma sociedade vulnerável à manipulação digital e à alienação tecnológica.

Logo, urge a necessidade de combater o vício em tecnologia e promover o uso consciente dos recursos digitais. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação imple-mentar programas escolares voltados à educação digital crítica, que abordem os riscos do uso abusivo e incentivem o equilíbrio entre o mundo online e offline. Além disso, campanhas de conscientização promovidas pelos meios de comuni-cação devem alertar sobre os sinais do vício e incentivar o autocuidado. Assim, será possível construir uma sociedade tecnologicamente integrada, mas mentalmente saudável e independente.