Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 17/05/2025
A série americana “Big Mouth”, lançada em 2020, retrata a vida de um garoto que é viciado no próprio celular. Acerca disso, cerca de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo apresentam dependência nos aparelhos tecnológicos, como esse vivenciado pelo personagem. Desse modo, a liberação da substância dopamina no cérebro humano e a pressão da sociedade são causadores dessa obsessão pelos dispositivos eletrônicos.
Em primeira análise, a liberação da dopamina é um dos fatores responsáveis pelo vício em tecnologia. “A dopamina é liberada quando experienciamos algo prazeroso ou recompensador”, afirma a psiquiatra americana Anna Lembke, professora da Universidade Stanford. Assim, o entretenimento nas redes sociais pode estimular a liberação dessa substância no cérebro. Conforme também o que o psicólogo Marc Masip disse, não há muita diferença entre o vício em drogas e no celular. Com o tempo, o cérebro fica insensível e busca pela sensação prazerosa que teve no começo do hábito, iniciando um ciclo vicioso, semelhante ao aumento do consumo de drogas. Logo, é importante resolver o problema.
Em segunda análise, a pressão social gera a obsessão pelo celular. A série americana “Euphoria” ilustra a personagem Maddy, que é dependente da tecnologia, movida pelo medo de perder informações que são compartilhadas nas mídias sociais e pela necessidade de mostrar que possui uma vida perfeita. Isso porque a mente dela está dominada por insegurança e uma busca por um padrão inalcançável. Dessa forma, a personagem possui um desejo contínuo por aceitação e pertencimento, aumentando a compulsão por aparelhos eletrônicos e também desenvolvendo transtornos como ansiedade e depressão.
Portanto, são necessárias soluções para resolver esses problemas. É essencial consultas com terapeutas que recomendarão estratégias que ajudem a regular a liberação da dopamina e a retomar o controle dos hábitos. Já os influenciadores relevantes das mídias sociais devem promover campanhas de TV conscientizando sobre temas relacionados à comparação da própria imagem e socialização. Essas medidas irão diminuir a dependência nas máquinas de forma significativa, e a realidade dos pedidos das séries “Big Mouth” e “Euphoria” ficará na ficção.