Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

Durante o processo de globalização e após, a tecnologia transformou profundamente a sociedade, facilitando os meios de comunicação, o acesso a informação e novas culturas e até mesmo na realização dos afazeres diários. No entanto, a realidade no Brasil apresenta problemas relacionados ao vício em tecnologia. Dentre os assuntos destaca- se o vício em tecnologia se torna um problema de saúde e a falta de regulamentação e políticas públicas para lidar com o vício digital.

Em primeira análise, vale destacar que a dependência em tecnologias pode se tornar um problema de saúde. A dependência humana em máquinas e retratada na animação Wall-e, da Pixar. Na obra os seres humanos vivem em uma nave espacial totalmente dependentes de tecnologias que controlam suas rotinas movimentos e decisões. A animação aponta para um possível futuro excessivo em tecnologia que tem como resultado a perda de autonomia e o agravamento da saúde mental. Na atualidade, a sociedade já apresenta sinais preocupantes de dependência tecnológica, a Organização Mundial da saúde reconheceu em 2018, o vício em jogos eletrônicos como um distúrbio mental, e estudos apontam o aumento de casos de doenças psicológicas como depressão e ansiedade. Dessa forma, é essencial medidas para a solução da problemática.

Em segunda análise, também vale destacar que a falta de regulamentação contribui para o agravamento das doenças psicológicas. No seriado “Black Mirror”, ilustra esse problema em uns dos episódios, na qual os cidadãos vivem em função de avaliações digitais que determinam seu status e acesso a serviços. A série crítica um mundo sem domínio institucional. Como é visto na sociedade brasileira atualmente, a carência de políticas públicas que limitem o uso excessivo de tecnologia e a falta de educação tecnológica nas escolas. Desse modo, é evidente a necessidade de resoluções para estes problemas.

Portanto, cabe ao Estado promover uma educação tecnológica nas escolas e políticas públicas voltadas a saúde digital, como campanhas de conscientização e a regulação de inteligências artificiais e uso excessivo de tecnologias. Logo, realidade do filme “Wall-e” ficará somente na ficção.