Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/05/2025

De acordo com o poeta Carlos Drummond de Andrade, “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.” Diante desta frase, o autor defende que há um obstáculo no hodierno brasileiro, que atrapalha o avanço da sociedade como um todo. A metáfora da pedra nada mais representa que existem desníveis durante os percursos que podem incomodar.

Dessa forma, um dos principais entraves que reforçam o vício da população brasileira em eletrônicos é a invisibilidade da vítima. Indivíduos que passam horas imersos em telas, negligenciando o convívio social e atividades essenciais, muitas vezes não percebem a própria condição, o que dificulta a busca por ajuda. Esse fenômeno é agravado pela normalização do uso excessivo de dispositivos, tornando difícil identificar limites saudáveis. Assim, a"pedra no caminho" da sociedade impede o desenvolvimento pleno das relações humanas e da saúde mental, resultando em impactos profundos no cotidiano dos cidadãos.

Além disso, a omissão da mídia contribui significativamente para a perpetuação desse problema. Embora os veículos de comunicação frequentemente abordem os avanços tecnológicos e seus benefícios, raramente destacam os efeitos prejudiciais do uso desenfreado. Dessa maneira, a falta de campanhas de conscientização e debates aprofundados sobre o impacto do vício eletrônico faz com que a sociedade permaneça desinformada, dificultando ações preventivas e corretivas. A ausência desse debate público reforça a ideia de que o consumo excessivo de tecnologia é um hábito inofensivo, quando na verdade pode gerar dependência.

Portanto, é essencial que medidas sejam tomadas para mitigar esse cenário.

Políticas públicas voltadas à educação digital e ao uso consciente de dispositivos devem ser implementadas para instruir a população sobre os riscos do vício. A mídia tem o dever de abordar essa questão com seriedade, promovendo campanhas informativas e incentivando o debate sobre o equilíbrio entre tecnologia e vida social. Somente assim será possível remover essa “pedra no caminho” e garantir um futuro mais saudável para os brasileiros.