Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 13/05/2025

No advento da era digital, a tecnologia trouxe inúmeros benefícios que impac-taram significativamente a vida quotidiana, trazendo maior acesso à informação, facilidade de comunicação e aprendizagem. No entanto, o seu uso excessivo pode desencadear grandes consequências para a saúde mental, física e social do indi-víduo. Nesse viés, torna-se essencial analisar duas vertentes relacionadas à proble-mática: a pressão social exercida pelas redes sociais bem como a falta de orien-tação por parte das escolas.

Nessa Conjuntura, é primordial destacar a pressão exercida pela mídia como um fator agravante dessa realidade. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Cactus, 40% dos entrevistados relataram que sua autoestima é profundamente afetada pe-lo número de curtidas e comentários que recebem em suas postagens. Dito isso, essa dependência de validação externa e a distorção da realidade criada pelas redes sociais, contribui com o aumento do vício em tecnologia e cria uma pressão para alcançar padrões fictícios, influenciando no aumento da baixa autoestima e outros problemas de saúde.

Ademais, a falta de orientação por parte das escolas em questão da educação digital também deve ser destacada. De acordo com a psicóloga Anna Lucia Spear King, a dependência tecnológica não é necessariamente um vício patológico, pode se tratar apenas de uma má educação para o uso das tecnologias. Posto isso, a educação mostra-se como um fator imprescindível para combater o uso excessivo de aparelhos tecnológicos e promover usá-lo de maneira consciente e saudável.

Portanto, tendo em vista tal problemática, cabe ao Ministério da Saúde capacitar constantemente profissionais como psicólogos e psiquiatras para tratamentos de pacientes com vícios digitais. Além disso, o Ministério da Educação deve promover a conscientização da população acerca do uso consciente da tecnologia por meio do fornecimento de cursos e palestras nas escolas de todo o país, orientando alunos, famílias e educadores. Assim, será possível, efetivamente, combater a dependência tecnológica e proporcionar o bem-estar e a saúde da população.