Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 13/05/2025

Dependência digital: o risco da submissão às máquinas

Segundo o filósofo Byung-Chul Han, vivemos uma era marcada pelo excesso de estímulos e pela autoexploração digital. No Brasil atual, o vício em tecnologia tem gerado preocupações quanto à crescente dependência das máquinas. Essa questão se agrava pela falta de orientação educacional sobre o uso consciente da tecnologia e pelo caráter viciante das plataformas digitais.

Em primeiro lugar, a ausência de uma educação digital crítica contribui para o uso descontrolado de aparelhos eletrônicos. Conforme Paulo Freire, ensinar é criar possibilidades para a construção do saber. No entanto, a escola pouco prepara os jovens para refletirem sobre o impacto das tecnologias em suas vidas, o que favorece comportamentos compulsivos e prejudica o desenvolvimento pessoal.

Além disso, as plataformas digitais são projetadas para capturar a atenção dos usuários. De acordo com Tristan Harris, ex-designer do Google, redes sociais funcionam como “caça-níqueis” mentais, explorando o sistema de recompensa do cérebro. Isso torna o usuário refém de ciclos viciantes, dificultando a desconexão e enfraquecendo sua autonomia.

Portanto, o Ministério da Educação deve incluir nas escolas um programa de educação digital crítica, por meio de oficinas e projetos sobre uso consciente da tecnologia. Paralelamente, o governo federal precisa regular práticas abusivas das grandes empresas digitais, garantindo mais transparência em seus algoritmos. Assim, será possível evitar que a humanidade se torne refém das próprias criações.