Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 15/05/2025
Na obra Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, é retratada uma sociedade controlada por avanços tecnológicos que condicionam os comportamentos humanos. A narrativa, embora ficcional, levanta uma questão atual: a crescente dependência das pessoas em relação às máquinas. O uso exagerado da tecnologia pode provocar vício, afetando tanto a saúde mental quanto os vínculos sociais.
A Organização Mundial da Saúde já reconhece o vício em internet e jogos eletrônicos como um problema real. Esse comportamento compulsivo ativa os mesmos circuitos de recompensa cerebral relacionados a vícios químicos, causando ansiedade, insônia e até depressão. Redes sociais e aplicativos são projetados para manter o usuário online o máximo possível, o que agrava o problema.
Além disso, o sociólogo Zygmunt Bauman alertava sobre a superficialidade dos laços sociais na era digital. Embora as pessoas estejam constantemente conectadas, muitas vezes se sentem solitárias, pois a interação com as máquinas substitui o contato humano. Isso fragiliza relações e afasta os indivíduos do convívio real.
Diante disso, cabe ao Ministério da Educação incluir a educação digital nas escolas, promovendo o uso equilibrado da tecnologia desde cedo. Também é essencial que empresas de tecnologia ofereçam ferramentas que incentivem pausas e limites no uso de suas plataformas. Dessa forma, é possível garantir que a tecnologia continue sendo uma aliada, e não uma prisão invisível.