Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
O filme “Tempos Modernos” de 1936, que foi marcado pela participação de Charlie Chaplin, aborda como as máquinas são perfeitamente capazes de produzir várias funções de maneira rápida e eficaz. No filme, após o surgimento das máquinas, o personagem principal começa a trabalhar fazendo movimentos repetitidos sem parar, onde em uma das cenas, o mesmo acaba sendo engolido pelas máquinas, mostrando como o vicío pode trazer malefícios para as pessoas.
Segundo um estudo feito em 2015, foi notado que 40% das pessoas olham o seu smartphone 5 minutos depois de acordar, e 47% usam quando “conversam” com seus familiares e amigos, mostrando eles cada vez mais distraídos e sem atenção durante o momento, preferindo manter o foco nas telas. Um exemplo claro são nas escolas, também conhecido como nomofobia, que se caracteriza por medo de ficar desconectados, onde os alunos não conseguem manter a atenção nas aulas, sendo constantemente distraídos pelo barulho de notificações, redes sociais e jogos, levando a problemas psicológicos como ansiedade, irritabilidade,
e ao Transtorno de Défit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Além disso, o vício pode trazer um outro problema, como repetição de movimentos, fazendo com que as pessoas percam o controle da própria vida, se tornando cada vez mais dependentes. No ambiente de trabalho, isso é representado com as pessoas evitando a “perca de tempo”, fazendo com que as pessoas sejam produtivas sem nenhum descanso, desencandeando a Síndorme de Burnout, usando aplicativos para otimizar cada minuto do dia, onde funcionários são monitorados diariamente, sendo pressionados diariamente para produzirem e crescerem, utilizando à tecnologia a seu favor.
Ademais, existem formas de combater a dependência virtual, como estabelecer limites do uso diário, estabelecendo metas e criando rotinas que reduza a conexão por dia, impondo regras. Outra forma seria dedicar tempo para outras atividades, como pintura, culinária, jardinagem, atividades físicas, entre outros. E em casos mais graves, procurar ajuda de psicólogos e psiquiatras para tratar de forma adequada à dependência virtual.