Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
O escritor Huxley, na obra Admirável Mundo Novo, retrata uma sociedade futurista em que os indivíduos são controlados por meio da tecnologia e condicionados a evitar o sofrimento. A crítica presente no livro se aproxima da realidade atual, em que o uso excessivo de máquinas começa a comprometer a autonomia e as relações humanas. Redes sociais, aparelhos eletrônicos e assistentes virtuais estão cada vez mais presentes no dia a dia, embora a tecnologia possa ser usado como ferramenta de extensão da cidadania, ela está trazendo danos as relações humanas, e compromete a autonomia humana.
Diante desse cenário, as redes sociais, são reflexo do mundo globalizado. Estes unem pessoas e ajudam na transmissão de informações entre todo o globo. Todavia o que foi criado para unir e compartilhar, está gerando danos na relações humanas, com muitos tendo dificuldades de interagir no mundo real, sendo pautado pelo escritor Sherry Turkle “Estamos juntos, mas sozinhos.”.
Em segunda análise, é notório que a tecnologia possa ser um aliado dos seres humanos, contudo, muitos estão utilizando de forma indevida assistentes digitais, como usar para colar em atividades disciplinares e até mesmo realizar trabalhos humanos, embora assistentes digitais foram criadas para ajudar, elas devem ser usadas apenas para auxiliar, sendo abordado por Hannah Arendt “O trabalho é essencial para a realização humana. Quando se transfere essa função para máquinas, corre-se o risco de esvaziar o sentido da ação e da responsabilidade individual.”
Desse modo, a fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes, empenhados a debater acerca da dependência humana na tecnologia, cabe ao Ministério da Comunicação, portanto explicar sobre os riscos que causa nos humanos com a dependência nas máquinas, por intermédio de cartazes digitais e palestras, com auxilio das escolas e o Ministério da Educação. Espera-se, com isso, que a tecnologia possa ser usada para auxiliar à todos e não afastar os humanos um com os outros, “O trabalho é essencial para a realização humana. Quando se transfere essa função para máquinas, corre-se o risco de esvaziar o sentido da ação e da responsabilidade individual.”.