Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 15/05/2025

Vivemos em uma era digital onde a tecnologia permeia todos os aspectos da vida cotidiana. Embora ela tenha proporcionado avanços significativos, também revisitou questões preocupantes, como o vício em dispositivos tecnológicos. A dependência de tecnologia, especialmente entre os jovens, tem se tornado uma preocupação crescente, levantando a questão de se, de fato, somos dependentes das máquinas.

A dependência digital manifesta-se de diversas formas, incluindo o uso excessivo de smartphones, redes sociais e jogos online. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) identificou que 25,2% dos participantes apresentaram sintomas de dependência digital, com maior prevalência entre os jovens que utilizam smartphones para entretenimento e comunicação social. Este comportamento compulsivo foi comparado ao vício em substâncias como álcool ou drogas, dada a dificuldade em controlar o uso e os danos emocionais que ele pode gerar.

Além dos impactos emocionais e comportamentais, a dependência tecnológica pode afetar significativamente a vida social, acadêmica e profissional dos indivíduos. Sintomas como o uso da internet para escapar de problemas e a negligência de responsabilidades em função do tempo online são indícios preocupantes. A psicóloga Kimberly Young descreveu a dependência de internet como uma “perturbação do controle dos impulsos que não envolve uma substância tóxica”, reforçando a urgência de olhar para o problema com seriedade.

Em suma, o desafio contemporâneo não está em rejeitar a tecnologia, mas em estabelecer limites conscientes para seu uso. É fundamental promover a educação digital desde cedo, desenvolvendo a autonomia crítica dos jovens frente às ferramentas tecnológicas, além disso, o papel da família, da escola e das políticas públicas é essencial na criação de ambientes que favoreçam o equilíbrio entre o mundo virtual e as experiências reais. Só assim será possível usufruir dos benefícios da era digital sem que ela se torne um fator de adoecimento ou isolamento social.