Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/05/2025
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito à saúde e ao bem-estar a todos. Entretanto, o vício em tecnologia impede que os brasileiros usufruam plenamente desse direito. Com efeito, a solução do problema exige combater não só a invisibilidade dos dependentes digitais, mas também a omissão do Estado.
Nesse contexto, a dependência tecnológica fragiliza a dignidade humana de quem sofre com o uso excessivo de telas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura a todos uma vida saudável e equilibrada. No entanto, milhares de brasileiros, especialmente jovens, estão distantes dessa realidade, devido à falta de controle e orientação sobre o uso das tecnologias. Assim, enquanto os afetados forem ignorados, os direitos humanos seguirão sendo privilégios.
Além disso, a inércia estatal dificulta o combate ao vício digital. O filósofo John Locke defendeu que o Estado deve garantir os direitos da população. Todavia, a ausência de políticas públicas de conscientização mostra que o Brasil não cumpre esse contrato, o que agrava o problema. Desse modo, a dependência tecnológica se consolida como uma das maiores mazelas da atualidade.
É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para reduzir o uso abusivo da tecnologia. As escolas – agentes de transformação social – devem promover debates, oficinas e campanhas sobre o uso consciente das telas. Isso pode ajudar a romper a omissão estatal e garantir que os direitos previstos pela ONU sejam realidade no Brasil.