Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 19/05/2025
No filme Wall-E, ambientado no futuro da Terra, diversos pontos críticos são ilustrados a respeito da ascensão da tecnologia e da constante subordinação dos humanos à inteligência artificial. Em paralelo à ficção, nota-se que o vício nas máquinas inteligentes pode gerar uma dependência indissociável dos meios virtuais, o que pode comprometer fortemente inúmeros pontos da sociedade, como a sociabilidade e a capacidade do ser humano de realizar tarefas de forma independente. Dessa forma, destacam-se como principais obstáculos dessa problemática a falta de informação e o descaso governamental.
Nesse sentido, é válido ressaltar que o baixo conhecimento a respeito dos malefícios relacionados à dependência tecnológica impede que soluções efetivas sejam realizadas. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo Schopenhauer, o entendimento que uma pessoa tem do mundo advém do tamanho do seu campo de visão. Logo, torna-se de extrema urgência a noção de que as tecnologias devem ser utilizadas como ferramentas de apoio e não de total execução para qualquer atividade humana no cotidiano, a fim de que a sociedade possa se prevenir de uma situação de completa dependência, como retratada no filme.
Além disso, a ineficácia governamental facilita que o vício se expanda de forma incontrolada pela população. Tal situação pode ser ilustrada pelo conceito cunhado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, o qual acredita que um Governo que não cumpre sua função original permanece em um estado zumbi. Assim, nota-se que, no que tange ao Estado brasileiro em relação à proteção da população contra a subordinação aos meios digitais, ele é falho ao não promover a coerção social e assegurar a independência em vista das máquinas.
Portanto, cabe ao Governo Federal - órgão de maior poder público do país - realizar campanhas que ressaltem a importância da não submissão dos humanos com as máquinas. Isso deve ser feito por meio de palestras públicas e divulgações midiáiticas, a fim de retirar o Estado dessa posição zumbi e promover maior conhecimento em vista desse tema atual, com o intuito de instigar uma constante dependência das máquinas, em especial para atividades cotidianas simples, quais infelizmente são constantemente invadias pelos aparelhos tecnológicos.