Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 28/08/2019

O processo de urbanização brasileira teve início na década de 1950, quando a Revolução Verde foi responsável por intenso êxodo rural. Todavia, os camponeses que mudaram para a cidade, sem condições financeiras, foram morar nas periferias, desprovidos dos serviços que o centro urbano oferece. Essa segregação socioespacial ainda persiste, tendo como causas a especulação imobiliária e a inobservância estatal.

Antes de tudo, é importante destacar que a marginalização de parcela da população brasileira revela a desigualdade socioeconômica do país. Devido à especulação imobiliária, os imóveis localizados no centro urbano são mais valorizados financeiramente. Dessa forma, a população de baixa renda tende a viver nos bairros mais afastados dos centros, em moradias informais e sem a infraestrutura adequada. Além disso, o processo de favelização causa problemas de trânsito, uma vez que as periferias carecem de transporte público de qualidade.

Outrossim, a falta de políticas públicas que atendam a população marginalizada implica riscos na execução da cidadania. Conforme a autora brasileira Maria Carolina, que morou em uma favela em São Paulo, retrata em seu diário ‘‘Quarto de despejo’’ os moradores da periferia são desprovidos de seus direitos assegurados na Constituição. A falta de saneamento básico, de escolas de qualidade nos bairros afastados, e de lazer demonstra não só a inobservância estatal, como também representa a ausência do exercício de cidadania por parte desses brasileiros.

Fica evidente, portanto, os problemas atrelados à segregação socioespacial no Brasil. Sendo assim, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social garantir que os realizar programas sociais, mediante investimentos do Governo, que visem a instalação de escolas nas periferias, além de pontos de ônibus nos locais mais afastados do centro. Ademais, o programa deve promover o estabelecimento de parques e bibliotecas nas favelas. Dessa forma, os direitos básicos serão preservados e a situação descrita por Maria Carolina, revertida.