Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 20/09/2019
No século XX,período marcado pela Revolução Informacional,a implementação de novas tecnologias revolucionou a sociedade da época, posto que novas posturas e novos costumes surgiram nas relações interpessoais, como o êxodo rural.Nesse sentindo, muito se tem discutido acerca da vida urbana e seus desdobramentos , uma vez que imoralidades oriundas dessa situação têm acometido a integridade de milhares de indivíduos.Dito isso, a questão cultural e a ineficiência das medidas públicas são pontos que valem ser destacados.
Diante desse contexto, é importante ressaltar que o sociólogo brasileiro Sérgio Buarque de Holanda relatou ,em seu livro ‘‘Raízes do Brasil’’,que o homem é um ser cordial, o qual vive e se relaciona de acordo com uma cultura local. Nesse ínterim, na contemporaneidade, os preconceitos perpetuados ao longo do tempo e as exclusões socioeconômicas , além de confirmarem o raciocínio do antigo pensador,têm gerado patologias que contrariam o bem-estar dos cidadãos, tais como a desigualdade no trabalho e o défice informacional.Essa situação é ratificada com a gentrificação nas grandes cidades. Nessa perspectiva, a urbanização acelerada e os aparatos científicos apregoados por ela geraram desníveis sociais que confrontam com os anseios de crescimento e de estabilização profissional por uma parte dos indivíduos, o que tem acometido a Constituição de 1988, a qual garante o direito à igualdade e à vida de qualidade.
Em segundo plano, outro aspecto que pode der destacado é que a ineficiência das medidas governamentais é um ponto que justifica ,de certo modo, as problemáticas decorrentes da vida urbana. Esse fato é corroborado com carência de infraestruturas médico-hospitalares e educativas em áreas periféricas.Nessa ótica, a ausência de planos que preconizam o desenvolvimentos dos cidadãos inibe qualquer perspectiva de evolução nas relações sociais e de destituição das diferenças entre os espaços nas cidades, questão que confirma o pensamento do filósofo Bourdieu, o qual disse que os preconceitos e as patologias estão baseadas na perpetuação de valores .
Por tudo isso, é imprescindível a atuação das Escolas nesse paradigma.Por intermédio de medidas educativas, essas instituições devem realizar palestras sobre a temática ao público infantil e devem criar mostras científicas abertas para a sociedade, as quais, por meio de vídeos demonstrativos e de cartazes, tenham a finalidade de esclarecer sobre os desdobramentos negativos da urbanização sobre as distintas classes socioeconômicas .Ademais, os Estados, mediante do redimensionamento de uma parte do PIB, devem amparar os espaços carentes com a melhoria e com a construção de estruturas de saúde e de educação, com o fito de permitir a inclusão e a garantia de bem-estar à todos.