Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 17/10/2019
Desde o século XX, o Brasil, convive com um intenso processo de urbanização, que desprovido de planejamento, ocasionou, nas metrópoles, diversos problemas. Hoje, elas são responsáveis por intensificar à segregação urbana e a desigualdade social.
Nesse contexto, pode-se citar à especulação imobiliária, responsável pela gentrificação, que promove à revitalização de regiões urbanas. Esse processo, aumenta a qualidade de vida no local, no entanto, avoluma o custo de vida. Assim, os antigos moradores de renda baixa, são substituídos por novos habitantes mais abastados. Em consequência disso, as classes mais pobres são expulsas à regiões periféricas.
Certamente, o enxotamento da população carente acentua à desigualdade social. Visto que os residentes do subúrbio, geralmente, não possuem acesso de qualidade aos serviços públicos. Devido à falta de infraestrutura nestas regiões, essas pessoas, por necessidade, realizam um movimento pendular periferia-centro, à procura de oportunidades de estudo e trabalho, em rotinas fatigantes.
Diante do exposto, vê-se que uma solução viável a segregação socioespacial, seria uma distribuição de investimentos públicos de forma justa por toda cidade. Isso, se aplicado pelos municípios brasileiros, geraria ofertas de estudo e trabalho de forma descentralizada, diminuindo, dessa forma, o exaustivo movimento pendular.