Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 12/05/2020
Na obra cinematográfica “O parasita”, dirigida por Joon-Ho, é retratada a discrepância de moradia em uma cidade coreana, onde a família do protagonista vive em um local insalubre, com recorrentes enchentes, enquanto seu patrão vive em um bairro nobre, com casas deslumbrantes. Apesar do filme ser uma crítica à divisão socioeconômica nas áreas urbanas da Coreia, essa realidade se adequa ao Brasil, com regiões inadequadas para vivência, o que gera a continuação dessa segregação nos municípios, mostrando que a cidade é para apenas parte da população
Mormente, é imperioso destacar que há áreas que são impróprias para moradia no Brasil. A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, impulsionou o êxodo rural, ou seja, a mudança em massa da população do campo para a cidade. Por ser um movimento repentino, a área urbana não foi planejada para receber essa população e muitos tiveram que morar em locais de condições e preços inferiores, chamados de submoradias. Dessa forma, esses locais podem conter ausência de saneamento básico e risco de desmoronamento, por exemplo, colocando as vidas que ali habitam em perigo.
Por conseguinte, vale ressaltar que a negligência com as submoradias gera a continuação do ciclo da pobreza e segregação socioeconômica. Consoante o Censo 2010 do IBGE, o Brasil tinha cerca de 11,4 milhões de pessoas morando em favelas. Esses fatos mostram que é grande a quantidade de pessoas vivendo de maneira precária. Conquanto tal fato, através de projetos e manutenção urbana é possível romper com essa divisão nas áreas urbanas
Destarte, é indubitável a necessidade de mudança. Cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional, juntamente aos prefeitos de cada município, promoverem uma transformação urbana, com reformas em regiões inapropriadas para moradia, por meio de verbas governamentais, a fim de cessar essa divisão socioeconômica. Assim, a cidade é formada para todos, evitando a situação vista no filme supracitado.