Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 03/06/2020

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Todavia, a questão do direito a viver em harmonia nas grandes cidades contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, as pessoas que possuem capital financeiro elevado acabam dominando as metropólis. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: o aumento de custo nas cidades e a falta de direitos aos cidadãos.

Deve-se pontuar de início, que o aumento de custo nas cidades configura-se como um grave empecilho no que diz respeito ao acesso da urbanização para todos. Desde do processo da Industrialização no Brasil,  que ocorreu de forma mais abrangente no Governo de Vargas, existe uma grande êxodo rural para as metropólis o que ocasionou a expulsão das pessoas mais humildes para as favelas. Sendo assim, milhares de brasileiros não conseguem adquirir uma propriedade privada no centro das cidades, pois, o valor é muito elevado. Logo, para que um problema como a falta de moradia nas cidades seja resolvido, faz-se necessário debater sobre o assunto nos âmbitos sociais e políticos. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debate-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de direitos aos cidadãos. O filósofo John Locke defende que “As leis foram feitas  para os homens e não para as leis.” Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. Nesse ínterim, percebemos que a população que vivem nas favelas não tem os mesmos direitos de quem mora nos bairros nobres das cidades. Assim, na questão da vida urbana para todos a legislação não tem sido suficiente para a resolução do problema.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre a cidade para todos no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a exclusão de cidadãos nas cidades e, assim, tornem-se mais atuantes na busca de resoluções.