Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 27/06/2020

No filme “Metrópolis”, do diretor Fritz Lang, é retratada uma sociedade em que divisão de classes é feita explicitamente. Nesse viés, os operários vivem em condições precárias no subsolo, enquanto os burgueses desfrutam de uma vida farta na superfície. De maneira análoga à história fictícia, a vida urbana tem sido cada vez mais complicada, devido uma desigualdade social histórica, que culminou no surgimento de zonas periféricas.

Mormente, é de fundamental e extrema importância analisar o passado para compreensão do presente cenário urbano hodierno. Ora, nesse sentido, logo após a abolição da escravatura, os escravos libertados não tinham para onde ir, assim eles acabaram indo para os morros e dando origem as primeiras favelas. Logo, frente ao fato histórico supracitado, percebe-se que a desigualdade social que vigora na contemporaneidade não é nova, o que mostra que o entrave é negligenciado a séculos pelos governantes, a situação é extremamente séria por envolver vidas, isso mostra que a problemática é emergencial e deve ser sanada, caso contrário irá se perpetuar.

Consequentemente, a quantidade de pessoas que vivem em zonas periféricas é escabrosa, isso já causou alguns desastres. Desta forma, sob tal ótica, segundo o IBGE, aproximadamente onze milhões de brasileiros moram em favelas, suas habitações são precárias, desprovidas de regularizações e tipicamente construídas em locais de risco. Paralelamente, por esse fator o Morro do Bumba desabou em 2010, matando 276 pessoas, à favela localizada no Rio de janeiro tinha sido feita sobre um antigo lixão, que não suportou o peso e veio a sucumbir. Com isso, torna-se notório às condições desumanas que essas pessoas enfrentam, situações as quais constantemente são expostos à algum fenômeno que pode ceifar suas vidas, assim, providências fazem-se necessárias para oferecer uma moradia digna e justa para os moradores das comunidades.

Em síntese, é mister para mitigar os impactos da desigualdade social na vida urbana que medidas urgentes sejam tomadas. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Governo Federal crie conjuntos habitacionais, por meio de patrocínio estatal, e distribua essas residências para pessoas de baixa renda, moradores de regiões periféricas e para todos que realmente necessitam dessa ajuda. Somente assim, o quadro atual será resolvido, evitando que a desigualdade social retratada em “Metrópolis” se torne realidade.