Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 28/06/2020
As dificuldades de se viver na área urbana tornaram-se cada vez mais crescente no Brasil, uma vez que a pessoa são submetidas a barreiras, tanto sociais, quanto econômicas. Assim, a atitude se inicia por parte das pessoas da área rural, devido à dificuldades no campo, migram para as grandes cidades em busca de uma melhoria na qualidade de vida. No entanto, infelizmente, tal desejo torna-se uma frustração quando deparado com as provações e barreiras nos grandes centros urbanos.
Primeiramente, as adversidades pré-existentes para quem habita no campo impedem a evolução do indivíduo, uma vez que sofrem em virtude da falta de recursos que " a terra não pode conceder", como a falta de energia e luz elétrica, oportunidades de emprego e cursos superiores. Com isso, na ansiedade de sair, muita das vezes, da miséria, pessoas abandonam ou até vendem extensas terras, na intenção de adquirir algum dinheiro e mudarem para a cidade, longe das dificuldades do campo. Prova disso é o personagem Fabiano, da obra literária “Vidas Secas”, o qual é retratado como um homem que vive uma vida miserável e limitada na área rural, sem ter direito de expressar suas vontades, evidenciando que as limitações terrenas podem afetar a qualidade de vida.
Todavia, mesmo almejando melhores condições de vida, uma parcela restrita da população rural não consideram as barreiras e limitações presentes no meios urbanos, como a falta de recursos essenciais para moradias, como saneamento básico e energia, passar horas do dia em transportes públicos e pagamento de altos impostos e , principalmente, o desemprego. Dessa forma, são submetidos a viverem e favelas ou palafitas em condições escassas de vida. Assim como ocorre na maior favela de palafitas do Brasil, publicado no site UOL, que relatou que a população sofre com incêndios e enchentes decorrentes , ilustrando que as crises na cidades, muitas das vezes, podem ser maiores que a do campo.
O desejo de morar na cidade , ma intenção de fugir do campo, pode ser um caminho comprometedor. Por isso, cabe ao governo propor alternativas formais de moradia para as pessoas de baixa renda e migrantes do campo, como energia luz elétrica, água encanada e saneamento básico a preços acessíveis e compatíveis com a renda da população, a fim de que sejam erradicadas as péssimas condições de vida dos menos favorecidos e afastados das regiões periféricas e sonho/chance de crescer na área urbana prevaleça.