Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 23/06/2020
Urbanização com Exclusão
As cidades são aglomerações humanas que ocupam uma certa área geográfica, afetada diretamente pela globalização. Contudo, não são para todos. Os luxos de uma cidade se distendem, a elite cresce e se expande, o que começa a necessitar de mais espaço. Porém, onde se encontra a população não pertencente a essas classes? Ela ficará ao relento ou se incluirá neste processo? Existe espaço para todos?
Observa-se que, o crescimento da cidade se torna tentador para aqueles que procuram oportunidades, entretanto, eles se deparam com um cenário de exclusão e acabam em situações precárias. Prova disto são as periferias, conjunto de pessoas que vivem na irregularidade, sem acesso ao saneamento básico, e que vivem por muitas vezes em áreas de risco. Tudo isso se deve ao fato de que o poder público isenta a população pobre de seus planos, muitas vezes desabrigando famílias de suas casas para ampliar o espaço das classes médias e altas.
Por consequência, as grandes empresas se atentam aos lados com maior poder aquisitivo e se instalam, dando mais oportunidades aqueles que já tem mais do que o suficiente e, privando assim, quem realmente precisa. Conforme o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, ‘’O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso’’.
Conclui-se que, é imprescindível de que o poder público comece a trabalhar na qualificação dessas áreas. Um projeto de reforma urbana, onde o básico como saneamento, pavimentação, saúde e lazer seria fornecido. Tendo um polo de desenvolvimento econômico, isto é, ofertas de empregos em regiões de grande concentração populacional. Tirando a atenção das verbas nas regiões já ricas e qualificadas, para promover o crescimento gradual da cidade como um todo, é o caminho para uma urbanização igualitária.