Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 24/06/2020
A terceira revolução industrial em conjunto com a globalização proporcionaram uma maior integração entre os países no mundo, levando, por exemplo, a uma maior produção de lucro para os grandes empresários e multinacionais, além do desenvolvimento das metrópoles. Porém, nesse contexto, trouxeram também um encarecimento do acesso a esses grandes centros urbanos, acentuando o abismo social na relação entre a classe trabalhadora e os empresários, visto que as formas de organização do trabalho atuais, no modelo neoliberal, tendem a priorizar os interesses dos empregadores. O primeiro aspecto interesse nessa temática é que muitas pessoas saem de cidades pequenas em direção aos grandes centros urbanos em busca de emprego e qualidade de vida, no entanto, se deparam com uma realidade excludente. Segundo a UOL, no primeiro trimestre de 2020, a taxa de desemprego foi de 12,2%. Além disso, a BBC Brasil afirma que existem 6,9 milhões de famílias morando nas ruas das metrópoles e também que a classe trabalhadora demora, em média, 15-20 anos para pagar o financiamento de uma casa. Esses dados refletem as condições da população no país e o descaso do governo não só com a Constituição, na qual o direito da moradia é direito de todo cidadão, como também com políticas assistencialistas no modelo neoliberal. Cabe destacar ainda que nunca foi interessante para esse modelo econômico diminuir o desemprego a níveis extremamente baixos. Isso porque, na atual forma de organização social do trabalho, o desemprego é uma ferramenta de controle e opressão ao proletariado. Por exemplo, se um indivíduo está insatisfeito com suas condições de trabalho e reclama disso para seus superiores, ele pode ser rapidamente desvinculado da empresa e substituído por alguém que está na fila de espera para um emprego. Entretanto, se não existisse desemprego, o empregador seria obrigado a repensar as condições de trabalho ou perderia a mão de obra. A partir do exposto, torna-se evidente, que o modelo neoliberal e a forma de organização do trabalho tem um impacto negativo no acesso da população as metrópole e na qualidade de vida do proletariado. Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho, órgão responsável por protejer o direito da classe trabalhadora, deve atuar deve atuar como mediador entre os interesses dos empregadores e dos trabalhadores, criando políticas públicas que protejam os direitos do proletariado e intensificando a fiscalização, por meio da contratação de pessoal qualificado, para combater o abuso de poder de empresas. Somado a isso, o governo deve desenvolver Politicas Assistencialistas e auxiliar a população com um dos direitos de todos os cidadãos, segundo a Constituição, o direito a moradia.