Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 29/06/2020

Durante a década de 1960, foi documentado o processo chamado gentrificação, que se caracteriza como a revitalização de uma cidade, acompanhado de inflação nos bens e serviços, e emigração da pupulação de menores rendimentos. A questão polêmica está em torno dos possíveis impactos sociais causados por este fenômeno e se são de ordem negativa ou positiva. Uma análise profunda é necessária para responder este questionamento.

Antes de tudo, é necessário frizar: esse processo é uma iteração de vários fatores de ordem economica, de acordo com Ley, pioneiro no assunto. Prosseguindo, nas amostras, houve a emigração de pessoas para suburbios pois não podiam arcar com os custos. Todavia, a luz de objetivos economicos de uma sociedade, o Nobel de Economia Paul Krugman enfatiza: As decisões economicas tem como prioridade fechar o máximo de transações possíveis, ao melhor preço possível, de forma que não haja oportunidades desperdiçadas, e neste objetivo, o sistema livre de preços, de acordo com economista referido, é a melhor ferramenta.

Dando continuidade, pode-se usar como exemplo Nova York, citado em Introdução a Macroeconomia, do referido autor, onde o Estado, para proteger os mais pobres, impôs um teto de aluguel. Ademais, os resultados foram: Redução na quantidade total de imoveis para locação, quebra da lei com acordos informais e queda na receita de impostos sobre aluguéis da cidade. Resumidamente, o autor conclui: na tentativa de ajudar um número de indíviduos, o poder estatal impediu que um número maior de pessoas fossem atendidas, reduzindo assim a riqueza total que poderia ter sido gerada. Definitivamente, a função de um governo é propiciar um ambiente para o enriquecimento da sociedade e não o contrário.

Conclui-se, á partir dos dados, que as melhorias não atendem a expectativa de todos os envolvidos. Obviamente, não é um objetivo social desassistir os mais vulnerável. Sendo assim, uma solução seria: por iniciativa do Ministerio da Cidadania, a definição de indicadores de qualidade de vida meta a serem alcançados em todos os municipios, alem da definição de um percentual de moradias populares, financiadas pelo estado a juros baixos, que todo bairro deverá respeitar. As secretarias estaduais, caberia a função de definir a estrutura necessária para se atingir os objetivos, levantar os devidos custos e executar os planos. Ao Ministério da Economia caberia a função de levantar recursos para viabilizar as metas, e disponibilizar capital a juros baixos, voltado a pequenos empreendedores que queiram abrir negócios que tenham como público alvo a população mais sensível. Por fim, com mais opções de bairros minimamente estruturados, a demanda não ficaria restrita a poucos lugares, diminuindo a pressão que esta exerce sobre custos de vida.