Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 29/06/2020
Ao se falar sobre a vida urbana no século XXl, é importante entender alguns aspectos que envolvem essa temática. Nesse contexto, discutem-se a periferização e suas consequências, e a segregação socioespacial. Ambas, são problemas nas políticas públicas de desenvolvimento sustentável, no país.
Em primeiro lugar, é preciso analisar a questão da periferização, ocasionada essa, pelas forças da especulação imobiliária. Com o propósito de, altos ganhos financeiros por m², destinados ás camadas da população de maior rendimento. Exemplo disso é a região norte do Brasil. Na capital paraense, Belém, tem-se áreas ocupadas por invasões, ou seja, habitadas de forma irregular há décadas por habitantes de baixa renda, famílias essas que estão sendo retiradas para o processo de reurbanização, de forma a absorver esses interesses do mercado imobiliário.
Outro fator importante está relacionado a segregação socioespacial, ou seja, camadas de moradores baixa renda, são destinados a morar em regiões cada vez mais distantes, com grandes dificuldades como: saneamento básico, deslocamento a lugares centrais, falta de infraestrura, dentre outros problemas. A fim de comprovar o que foi dito, no município do Rio de Janeiro, temos um dos grandes exemplos desse problema, são exatamente 763 favelas na cidade, segundo o IBGE,2010.
A partir das considerações feitas, fica evidente que para solução dessas problemáticas, como, desigualdade social e exclusão. É certo que não é possível instalar uma prefeitura em cada bairro, mas é essencial que aumente sua representação, medidas devem ser tomadas para diminuir as distâncias. A ação governamental, além de melhorar a infra-estrutura dos bairros, deve incentivar o desenvolvimento do comércio, do transporte e do lazer nestas regiões.