Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 14/08/2020

É bem verdade que é natural do caráter das cidades neoliberais expandirem-se visando saciar interesses capitalistas, exemplo disso é o crescimento urbano no século XXI, pois, a medida que crescem os centros populizam-se as periferias. Diante disso, têm-se a expulsão dos pobres para regiões periféricas e dificultando a locomoção. Com isso, cabe analisar os fatores que favorecem esse quadro.

A priori que a vida urbana tem se tornado cada vez mais utópica para pessoas que não dispõem de boas condições financeiras, pois é caro para morar e pessoas de baixo poder aquisitivo acabam passando pela peneira. Exemplo disso, é a divisão de classes do Egito Antigo, priorizando sempre uma beleza arquitetônica para o faraó, escribas e nobres, porém distantes dos camponeses e artesãos, isto é, afastando esses dos núcleos urbanos. No entanto, criou-se um entendimento que “o que não pode pagar” não é , portanto, merecedor de gozar de uma boa infraestrutura, sustentando a ideia que a cidade é para “todos”, ou seja, “todos os que podem pagar”.

Faz-se mister que falar em desenvolvimento urbano é entender a correlação estabelecida entre a promoção da mobilidade urbana e o crescimento do território. Em exemplo, o Império Persa que ao mesmo tempo que se expandia também visava uma unificação entre as satrapias, por meio da construção de um sistema de estradas para ligar as cidades, o que favorecia o trabalho entre elas. Contudo, o crescimento “horizontal urbano”, assim chamado, pois, prioriza o centro da metrópole, de forma que achata os polos com objetivo de privilegiar a elite. Consequência disso, é desfavorecimento da locomoção de trabalhadores de regiões afastadas, quer dizer, a cidade não é compacta e muito menos para todos.

Infere-se, pois, que ainda a entraves para que se possa ter uma contemplação universal no processo de urbanização. Com isso, cabe implantação de novas rodovias e sinaleiros, e fortalecer o programa “minha casa, minha vida”, por meio de investimentos do Governo Federal. Produto disso, a promoção da mobilidade urbana e da moradia digna.