Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 11/02/2021

No livro  “O cortiço” de Álvarez de Azevedo,o autor demonstra as condições  precárias das pessoas que vivem no cortiço da cidade, como a falta de água,rede de esgoto e também o preconceito. Apesar do livro relatar eventos do século passado, no qual as pessoas sofriam segregacão por serem pobres e devido ao local em que moravam, hoje em dia observar-se que não modificou-se a forma de se viver de muitos indivíduos,pois, muitas pessoas ainda em dias atuais são segregadas em bairros afastados com falta de recursos_como moradia digna, rede de esgoto e transporte regular e eficiente. As cidades urbanas atuais apesar das inovações e modificações, não são igualitariamente  acessíveis a todos em que nela residem,pois se restringem a bairros de classes altas e,por outro lado,segregam e abandonam as partes mais periféricas da cidade.

Primeiramente,observa-se  um fato que  explicar a preferência por certas áreas da cidade são as obras feitas no Brasil para a Copa do Mundo e as olimpíadas ,em que,mesmo com a urbanização dessas áreas em um nível alto ,teve preferência para eventuais obras  em detrimento dos mais periféricos. Os bairros das classes altas estão tornando-se como grandes condomínios fechados, em que, as escolas,comércios e áreas de lazer se estabelecem em regiões próximas as residências, então os moradores não veem necessidade de deslocamento para outros bairros. Esse apartheid moderno dificulta o melhoramento em bairros mais afastados.

Ademais, o abandono das áreas perifêricas da cidade, provêm de uma falta de poilíticas públicas, que não procuram modificar a realidade das pessoas que moram nesses locais. Tendo em vista,que os indivíduos além de necessitar de moradia digna, transporte coletivo eficiente-que os conduzam para fora dessas zonas afastadas em que foram segregados,pois, na maioria das vezes os moradores trabalham nas áreas mais privilegiadas da cidade, em que levam várias horas até chegarem ao local de trabalho.

Portanto, pode-se inferir que uma ação igualitária entre os bairros é um tema relevante que carece de solução. Sendo assim, cabe ao Governo Federal direcionar recursos para regiões  mais afastadas ,vista como marginalizadas,por meio de uma renda destinada a obras de urbanização, afim de desenvolver áreas urbanas igualitárias a todos os cidadães. Além disso, cabe a secretaria dos tranportes reiteirar linhas de ônibus nessas zonas perifêricas,e também,aumentar linhas de ônibus já existentes, para que os moradores cheguem aos seus locais de trabalho com dignidade. Assim, a igualidade nos bairros perifêricos e os escolhidos como  principais será facilitada,e ambos os moradores da cidade poderão desfrutar de espaços com estruturas urbanas eficientes para uma vida mais digna a todos.