Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 23/04/2021
Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a política se sobressai em relação às outras, ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, posto que quando se faz uma análise bem detalhada sobre a vida urbana no século XXI, é perceptível que a cidade não é para todos. Nesse contexto, deve-se-se analisar não só o modo de como ocorrido a urbanização no Brasil, mas também os interesses capitalistas atrelado ao individualismo.
Em primeira análise, é cabível ressaltar que em relação aos outros países, a urbanização brasileira se deu de forma tardia, rápida e desordenada. Consequentemente, não raro, as grandes cidades do Brasil, apresentam, cada vez mais, problemas de saneamento básico, de infraestrutura, além do déficite habitacional, impasses com a coleta de lixo, fontes, entre outros fatores. É importante destacar, também, outra consequência direta desse crescimento urbano, o êxodo rural, que ocorre devido à mecanização do campo. Com isso, várias pessoas foram para as cidades em busca de empregos, umas conseguiram se sobressair, enquanto outras não, causando, portanto, a marginalização delas.
Soma-se a isso, os interesses do capitalismo atrelados ao individualismo, que por sua vez, se sobrepõe em detrimento ao coletivismo. Sob esse viés, é válido pontuar a agilidade em que os capitalistas precisavam da urbanização, desenvolver como empresas, que são atraídas por algumas cidades, no caso do Brasil, tem-se como destaque a região sudeste. Tal fator contrui com a aquisição de imóveis e valorização de serviços. Desse modo, surge uma chamada segregação socioepacial, na qual as pessoas de baixo poder aquisitivo são levadas a morar em lugares periféricos, com mudanças de deslocamento a lugares, sofrendo marginalização, como foi citado anteriormente, além de separações de um dos direitos fundamentais proposto na Magna Carta, que é o bem-estar social.
Logo, entende-se que essa problemática urge por medidas interventivas uma vez que fere com a Lei Máxima. Dessa maneira, o Poder Executivo em parceria com o Poder Judiciário, deve ampliar investimentos para melhorar a infraestrutura das cidades, além de aperfeiçoar o saneamento básico, tendo como principal objetivo uma vida mais digna da população mais carente. Por sua vez, cabe ao Ministério da Educação valorizar o âmbito estudantil, como forma de ensino não só os alunos, mas também aos seus responsáveis, sobre não marginalizar como pessoas que possuem condições financeiras inferiores, por meio de palestras e eventos elucidativos, que abordem sobre a segregação socioespacial e como ela é ruim para toda a conjuntura do País. Assim, é possível alcançar uma sociedade que está para o exercício do bem coletivo, como pautava Aristóteles.