Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

O êxodo rural iniciou-se no século XVII e é um processo de migração de pessoas do campo para cidade em busca de uma melhor qualidade de vida, gerada pelo acesso aos serviços de saúde, oportunidades de emprego e maior acessibilidade. Em contrapartida, no século XXI, ocorre o processo contrário, onde a elitização das cidades faz com que  a população retorne as periferias e ao campo. Desse modo, faz-se necessário uma atuação mais contundente do setor público e social para contornar essa atual problemática.

A pricípio, durante o governo de Juscelino Kubitschek, ocorreu uma forte política de desenvolvimento que tornou o Brasil um país urbanizado. Certamente, a urbanização foi, em partes, benéfica, pois gerou empregos, desenvolveu a industria e elevou os índices de desenvolvimento do país, mas, gerou também, um crescimento populacional desgovernado, que acarretou no crescimento das periferias e dos bairros de ocupação não regulamentadas pelo governo. Ademais, a valorização das cidades, em decorrência do crescimento dos comércios, escolas, pontos de lazer e estradas, fez com houvesse uma seleção de moradores para as classes elitizadas, já que as famílias de baixa renda ficam impossibilitadas de desfrutarem de serviços com maiores custos, os quais são oferecidos nas aréas urbanas, como os preços abusivos dos transportes públicos e dos comércios varejistas.

Acresça-se, ainda, que segundo a Constuição Federal, a saúde e a educação é um direito de todos e deve ser garantido pelo Estado. Certamente, o governo brasileiro falha ao garantir os direitos necessários para harmônia social apenas nas cidades, visto que entre os bairros que circudam os centros urbanos, as condições sanitárias são precárias e a grande maoria dos jovens não tem acesso à educação por falta de transporte escolar e condições financeiras, aumentando assim o isolamento vertical, de acordo com o site Nova Escola, ademais, a falta de acesso aos centros urbanos gera maior preconceito e exclusão social, trazendo crescente aumento da marginalização.

Portanto, cabe ao Estado, por meio do SUS, intensificar os investimentos para regularmentação sanitária em aréas de população de baixa renda, para garantir a saúde do corpo cívico e gerar valorização dos bairros, tornando-os atrativos aos comerciantes e gerando mais emprego para a população. Outrossim, o poder público deve expandir projetos junto aos grandes e pequenos empresários que visem a diminuição dos preços de ímoveis, transportes e bens comuns nas cidades, para que haja maior inclusão nessas aréas de pessoas que não tem grande poder capital, aumentando a diversidade social urbana, para que, dessa forma, exista migração apenas entre a cidade e o campo, não entre a cidade e a periferia.