Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 23/04/2021
Com o avanço da globalização e, consequentemente, das relações pessoais e profissionais entre a população, adotar a vida urbana passou a ser requisito no desenvolvimento do homem. A maior parte dos atrativos comerciais e culturais se encontra na cidade porém, com essa gama de adoção da vida urbana, os níveis de desigualdade passam a aumentar em áreas como a econômica e até mesmo meios necessários para a sobrevivência.
Primeiramente, analisando o contexto da Revolução Industrial, onde houve a mecanização do trabalho, que mudava o método de trabalho previamente manual para o uso de máquinas, o homem do campo precisou buscar outras oportunidades de trabalho e os centros urbanos foram seu principal destino, criando assim o conceito de êxodo rural. A migração para a cidade, hodiernamente, ainda possui relação com o contexto previamente citado. Principalmente nas grandes metrópoles, a quantidade de ofertas e meios de alavancar sua carreira e vida social são muito maiores pois, além da quantidade de empregos, existe a possibilidade de investir em empreendimentos próprios, adquirir conhecimento e estruturar sua vida de uma maneira que somente o meio urbano proporciona. Dessa forma, viver na cidades passa a ser o método mais fácil de evoluir como pessoa e profissional.
Ademais, sabendo dessa estratégia de melhoria de vida do centro urbano, muitas localidades passam a ficar superlotadas. Uma cidade onde número de moradores é maior do que o “limite” fomenta uma competição, onde uns sempre terão mais que outros. Apesar de existirem oportunidades ao redor de um lugar inteiro, é notório que acontece uma supervalorização de áreas, na forma de segregação social. Um país como o Brasil pessoas que vivem em zonas de melhores condições urbanas ganham 7,3 vezes mais que os que moram em piores condições, parte desses não recebem o suficiente nem para comprar o próprio alimento enquanto outros consomem o valor de uma “feira” em uma única refeição. Quando é observado os pontos negativos e positivos em ter adotado a vida na cidade, muitos se encontram no prejuízo. Sob essa verdade, mesmo exisitindo oportunidades, o caminho até alcancá-las exige circunstâncias que muitos não podem fornecer e a sociedade passa a impor uma exclusão, gerando assim uma disparidade na adoção dos meios de vida.
Logo, tendo em vista os argumentos supracitados e sabendo da importância da vida urbana, cabe ao Governo Federal na forma do Poder Executivo, responsável por coordenar e criar as legislações do país, invista na infraestrutura urbana, por meio da adoção de leis que aumentem os benefícios da parcela populacional prejudicada pela concentração de bens desigual visando a melhor destribuição de renda e o equilíbrio das relações socias. A fim de tornar a vida urbana um lugar igualitário para a população.