Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 23/04/2021
Na sociedade atual, o fenômeno da globalização é o responsável pelo o acelerado crescimento e desenvolvimento das cidades.Desse modo, tal aumento provoca a atração de indivíduos inseridos em áreas não desenvolvidas que, por muitas vezes estão em busca por melhores condições de vida.Entretanto, esse movimento ocasiona uma acentuada desigualdade socioeconômica, o que torna-se necessário, pautar a respeito das causas e consequências geradas pela a disparidade contida entre os grupos sociais.
De acordo com os pensamentos de Karl Marx, um socialista crítico do capitalismo, para o sistema que visa somente o lucro, o bem comum só é alcançado por aqueles que possuem um grande poder econômico, e em contrapartida os oprimidos devem apenas aceitar o modo de vida que lhes é imposto. Sob esse viés, reforça-se o que é vivido na contemporaneidade ,a falta de cuidado com estes cidadãos por parte daqueles que são capazes de oferecer soluções para solucionar tal desafio,só resulta no aumento do distanciamento daqueles menos favorecidos.
Além disso, é de grande importância ressaltar os impactos gerados por essa segregação imposta pelos privilegiados. Com o crescimento capitalista, gerou-se um aumento no custo de vida urbana, pessoas que se deslocaram para as cidades em busca de uma adaptação positiva e acabam não obtendo êxito.Desse modo, ocasiona-se a polarização de classes, os desprovidos de boas condições financeiras migram para lugares distintos do almejado, ou seja, zonas sem políticas públicas de saneamento básico, de segurança e de saúde, caracterizando assim as periferias, que estão em constante presença nas metrópoles atuais.
Logo, em virtude dos fatos mencionados, é fundamental a criação de medidas que possam diminuir de fato esse problema. Então, urge ao Governo, por meio de verbas governamentais, investir em criações de moradias adequadas para aqueles que não acompanham o acelerado desenvolvimento, a fim de evitar a formação de áreas periféricas. Além disso, cabe ao Ministério do Trabalho em parceria com empresas privadas proporcionar métodos que visem uma melhor distribuição de renda por meio de programas que contribuam para a oferta de empregos, com o fito de tornar a sociedade urbana cada vez mais igualitária.