Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

Com o advento da Revolução Industrial, a população passou por um processo de êxodo rural com a mudança do campo para as cidades, de modo a gerar uma nova organização urbana e novos elementos, como as favelas e a gentrificação. Embora conste na Constituição Federal de 1988 (CF/88) que todos são iguais perante a lei, mesmo após anos do período de insdustrialização, o Brasil do século XXI ainda luta com as consequências dele, como a valorização de regiões elitizadas e o descaso governamental com ambientes carentes de manutenção. Assim, é notória a necessidade de mudanças para a garantia de direitos e o fim da exclusão em uma sociedade para todos.

Decerto, é importante realçar que o país apresenta uma mentalidade histórica que hierarquiza a população, determinando a partir do poder econômico aqueles que podem receber mais benefícios e os que são muitas vezes negligenciados. A exemplo, o período da “Belle Époque brasileira” estabeleceu como objetivo a modernização e o caráter mais estético das cidades para repassar uma ideia de desenvolvimento e de riqueza, de forma que utilizou atitudes como os despejos de camadas mais populares das regiões pois elas não condiziam com a imagem ideal desejada. Dessa maneira, a valorização de áreas mais elitizadas é uma consequência que contribuiu para a propagação de ideias preconceituosas de territórios “bons e ruins”, além de influenciar na exclusão social.

Outrossim, é importante destacar que ambientes carentes de asseguração eficaz dos direitos básicos do cidadão dificultam uma integração maior nas cidades e ajudam na manutenção da desigualdade já existente. De maneira análoga, a obra “O Cortiço” retrata a distinção entre o que donos com maior poder monetário tinham em suas moradias, enquanto aqueles de menor poder econômico precisavam lutar com as situações precárias - como a falta de saneamento básico e o ambiente degradante- para sua sobrevivência diária. De modo lamentável, uma parcela da população brasileira atual vive essa realidade devido ao grande descaso na manutenção de coisas básicas para o cidadão.

Logo, é evidente a problemática de assegurar no século XXI a cidade para todos. Desse modo, o Governo deve melhorar a qualidade de vida de indiíviduos em ambientes carentes, realizando investimentos - por meio da redistruibuição do erário com os cortes em gastos desnecessários do setor administrativo - nesses espaços não só para conceder seus direitos básicos e elementos necessários, mas também para mitigar a exclusão social existente. Ademais, deve instituir por meio do Ministério da Educação aulas nos centros educacionais que ensinem sobre a desigualdade histórica do país e estimulem o fim da disseminação de preconceitos e a solidariedade com quem necessita. Assim, contruir-se-à uma comunidade capaz garantir a todos seus direitos e territórios de maneira igualitária.