Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

Na série americana, “Arrow” o magnata, Malcon Merlyn em conjunto à outros emprésários idealiza um empreendimento com o intúito de dizimar um bairro periférico da cidade de Starling City. Assim como na série, o atual contexto urbano do Brasil gera na populção uma dúvida quanto ao sentimento de pertencimento à cidade pois, principalmente as camadas mais pobres ainda sofrem com problemas como a segregação populacional e a diminuição da qualidade de vida nas periferias.

Ademais, como ocorreu no apartheid, uma separação popolar entre negros e branco que ocorreu na África do sul, promovida por uma política local. A atual conjuntura citadina do Brasil também promove uma segregação populacional neste caso, o critério de divisão é a renda em que, a parcela de indivíduos com maior poder aquisitívo se encontra nos centros das grandes cidades, e os que não detem uma renda tão expressiva localizam-se nas periferías e bordas dos centros urbanos, essa divisão, torna ainda mais gritante a dúvida se a cidade é igual para todos.

Outrossim, como prevê a Constituição Federal de 1988 no art. 5, o cidadão brasileiro tem direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Porém, mesmo com a magna-carta sendo o documento federativo de maior importância, é nítido que nas periferias, ela não se mostra cumprida, pois em comparação a outras localidades mais centrais, as zonas periféricas apresentam uma qualidade de vida infinitamente inferior, principalmente nos âmbitos relacionados a segurança e saneamento básico, devido ao pouco investimento estatal nessas áreas, desencadeando um sentimento de estar a parte da sociedade urbana.

Portanto, é nescessário que o Governo Federal em conjunto às prefeituras municipais, realize um programa de reforma das áreas urbanas com a contrução de praças, quadras e áreas verdes, com verba advinda dos cofres públicos, para que a população residente desses espaços tenha um maior sentimento de pertencimento às cidades e assim a vida urbana consiga se mostrar igualitária, como prevê a Constituição Federal de 1988.