Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

A Constituição Cidadã em vigor estabelece, como direito fundamental o direito à morandia, da mesma forma que determina a saúde e o bem estar. No entanto, a vida urbana não é um direito, mas é preceituado um ambiente seguro, saudável e propício a uma vida de qualidade, e a expulsão de muitos moradores pelo fato do crescimento demográfico corrobora para os seguintes paradigmas: desigualdade social e também a ausência de politícas preventivas a gravidez.

Com isso é notório as dificuldades enfrentadas a partir da falta de apoio aos habitantes de regiões que se tornam centrais e consequentemente adquire um alto custo de vida. De acordo com o documentário “Palafitas: O pior lugar do mundo para se viver”, dirigido pela Record, mostra a vivência de algumas pessoas nas palafitas, expostas a contaminação de doenças, e ao perigo de desmoronamento, na qual migraram para essas áreas por não obter sustento para continuar em bairros que ampliaram-se devido capitalismo, assim a desigualdade persistente nesse âmbito social, que não ampara esses moradores, que são exclusos e distanciados do centro das cidades, dificultanto o acesso aos seus direitos, como hospitais e escolas.

Outrossim, a gravidez indesejada principalmente em pessoas de fragilidade social, colabora com o discrepante aumento da taxa de natalidade, de modo que é crescente a cada dia a população de zonas periféricas, gerando mais problemas para o Governo, por muita das vezes não possui acesso à políticas preservativas, como remédios que por ter outras prioridades não sobra dinheiro. Segundo a prefeitura de Maceió, a Secretaria da Saúde Municipal discutiu o protocolo de utilização dos dispositivo intrauterino nessas mulheres que vivem em condições de precariedade, com objetivo proporcionar prevenção e ainda mais seguras. A partir disso, é um projeto de saúde que deve ser estendido por todos os estados pois de certa forma garante um controle de natalidade e de mais esquilíbrio social.

Destarte, é imprescindível a tomada de medidas atenuentes nesse paradigma social na vida de muitos brasileiros no qual expressa a desigualdade e problemas no  crescimento urbano. Em vista disso, cabe ao Ministério de Planejamento e Gestão incluir os moradores de baixa renda social no crescimento populacional, com projetos que assegurem suas moradias seguras mesmo que em outros bairros mais acessíveis que os centrais, como o projeto “Minha casa, minha vida” com intuito de diminuir e ir acabando com a moradia em palafitas e em periferias. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas e levar a todas mulheres principalmente de vulnerabilididade social o acesso ao uso do DIU, proposto pelo SUS e assegurar o uso, a fim de mitigar gravidez indesejada que é o maior crescente de natalidade que fragiliza o crescimento desordenado da vida urbana.