Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 23/04/2021
Na sociedade moderna, é fato que a displicência para com a organização do espaço urbano somado à irregularidade dos indivíduos que habitam em áreas periféricas acarretam desafios no cenário atual brasileiro. Nesse viés, o mal em questão perpetua-se ao passo que a plena garantia da seguridade e ordem no contexto da urbanização encontram-se malsucedidas, o que torna inviável a universalização do acesso à moradia legalizada. Logo, o inchaço urbano contemporâneo e locais categorizados como irregulares são dois fatores agravantes da problemática vigente.
A princípio, é importante salientar que a aglomeração de indivíduos em determinadas cidades brasileiras configura-se como uma propulsora da desordem instalada na povoação urbana. Nesse sentido, percebe-se uma intensificação das migrações internas realizadas por cidadãos em situação de fragilidade econômica que buscam estabilização e uma pressuposta qualidade de vida, que contribui diretamente para taxas de natalidade expressivas em cidades consideradas polos econômicos e de geração de empregos, situação já comprovada pela notícia publicada pelo portal Super Abril em 2015 sobre cidades que detém de muitos habitantes.
Ademais, cabe colocar em pauta a falta de legalização de localidades periféricas como consequência do fator anteriormente citado. Nessa lógica, o poder público ainda é falho e lento, uma vez que não aplica o direcionamento correto para a garantia de moradias regulares, do ponto de vista da saúde desses indivíduos, da efetivação do saneamento básico, da segurança e da mobilidade do coletivo social ali instalado, fenômeno já apresentado e ratificado no documentário “Palafitas” produzido pela rede de televisão Record em 2018.
Portanto, é necessário que o Estado exerça medidas para que o entrave seja resolvido. Para tanto, o Ministério do Desenvolvimento Regional aliado ao Ministério da Saúde devem elaborar um projeto que vise a universalização dos direitos básicos nas zonas urbanas, a partir de ações que permitam a adequação de locais insalubres e sem alcance de saneamento básico, com o auxílio da contratação de profissionais da Arquitetura e Urbanismos e Construtoras privadas, para estabelcer uma rede de saneamento básico de maior e realizar reformas nas moradias, com o fito de que a problemática não se torne mais vigente no Brasil.