Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

Na conjuntura atual do país, tem-se debatido bastante a respeito da ausência de equidade social no que se diz respeito ao processo de urbanização. Com base nisso, fica evidente que isso traz malefícios, visto que o acúmulo de capital e o incessante busca pelo progresso dessa discussão uma problemática vigente.

Primordialmente, vale ressaltar o pensamento do geógrafo brasileiro Milton Santos, em que afirma que estamos vivendo hoje em um mundo no qual o homem deixou de ser o centro e foi substituído pelo dinheiro. Sob essa lógica, é nitido que o processo de capital acumular e, consequentemente, fazer-lo centro de tudo o que rege uma sociedade, exclui a parcela da população que não detém de verba, o que por sua vez agrava o empecilho, tendo em vista que aquele com menos dinheiro (ou nenhuma capital) não gozarão dos mesmos direitos.

Similarmente, é válido mencionar o processo de verticalização das cidades, cujo tem como fito principal o progresso e evolução. No entanto, além de benefícios trazidos, existem também malefícios que agravam a problemática, tendo em vista ao se pensar no progresso estrutural das cidades, por vezes não se pensa na realocação das classes mais pobres, o que por sua vez acentua cada vez mais o entrave.

Com base no contexto analisado, é imprescindível que o revés da falta de equidade nas cidades brasileiras seja resolvido. Para tanto, cabe ao Estado, responsável por garantir os direitos do cidadão, criar mecanismos de redistribuição de renda, assim como os recursos demais como moradia, educação etc., além de procurar um equilíbrio de gênero e na orientação intercultural das políticas referentes a este setor, por meio de um programa de políticas públicas que organiza parcelas mais humildes da população de forma que os cidadãos não fiquem desamparados à margem do corpo social, com o objetivo de garantir tanto o progresso econômico e estrutural das cidades, quanto o de quem formam.