Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

Após as Revoluções Industriais a sociedade se direcionou exclusivamente  para as cidades devido uma maior oferta de emprego e  oportunidade de ascensão social. Entretanto, o aumento populacional  nos centros urbanos fez com o que ocorressem  problemas estruturais e a  qualidade de vida das pessoas sejam diretamente proporcional à sua renda mensal.  Isso se evidencia não só pela exclusão da camada mais pobre desse ambiente, como também pela baixa mobilidade urbana nesse local.

Em primeira análise, cabe ressaltar que o ambiente urbano é seletivo e excludente de pessoas de baixa renda. Nesse viés, a população urbana tem um custo de vida muito alto e se torna naturalmente seletiva de quem vive nesse local pois segundo o site G1, o custo de vida da cidade mais cara do Brasil- São Paulo- é cerca de cinco mil reais mensais por pessoa. Dessa maneira, uma pessoa que não tem um bom salário é quase impossivel viver nesse centro urbano tornando-se um ambiente excludente e infelizmente nem todos podem ter uma boa qualidade de vida.

Ademais, a dificuldade de se locomover por causa da falta de estrutura das cidade faz com o que a vida nas cidades se tornem cada vez mais complexas e prejudicial às pessoas que necessitam ir de um local para outro com o fito de trabalhar. De acordo com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) uma pessoa gasta em média três horas por dia no trânsito. Desse modo, a qualidade de vida das pessoas que vivem nos grandes centros urbanos é baixa e o Estado ainda se encontra em inércia sobre essa problemática, sendo inadmissível.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para dirimir exclusão social nos centros urbanos. Logo, é necessário que o governo promova uma melhor condição de vida para as pessoas de baixa renda, por meio da criação de mais empregos para a população, com salários proporcionais ao custo de vida da região e assim ter uma maior inclusão das pessoas nas cidades. Espera-se, desse modo, que melhore exponencialmente a qualidade de vida da população que vive nas cidades.