Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 23/04/2021
O capitalismo, na sua criação, tem seus pincípios na não intervenção estatal na economia. Entretanto, ele passou por diversas mudanças, já que ao longo da história, a forma mais aceitável foi uma conciliação do setor econômico, com certa presença do Estado, já que essas questões influenciam de maneira drástica nas condições e relações sociais. No Brasil, vivencia-se uma desigualde imensa no que se refere aos direitos e deveres urbanos básicos do cidadão, evidenciando assim, as problemáticas: ineficiência do poder público, bem como construção social brasileira.
A priori, uma nobrelização de áreas pobres, acarreta na emigração de parte da população para setores mais periféricos. Segundo a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, sem diferenciação de qualquer natureza, prezando pela igualdade civil. Todavia, é possível ver que tal conjuntura não é possível ser plenamente assegurada, milhões de brasileiros públicos residem em locais insalubres, sem acesso à segurança, à moradia digna, à coleta de lixo, à coleta de lixo, à coleta de esgoto, sem contar que também pagam imposto. Dessa maneira, o governo brasileiro, em suas esferas específicas, não tem o controle da situação, gestões já comandaram projetos, mas só aumentaram o problema, isso não denota apenas uma incapacidade, mas também fere uma Carta Magna.
Outrossim, uma construção social herdada da colonização lusitana alicerçou muito bem suas raízes. No ciclo do açúcar, depois de 1530, o poder regional estava na mão do patriarcado, terras indígenas foram expropriadas e escravizados, totalmente marginalizados, o começo da exclusão, racismo, e periferias foi sendo montado nesse período. Dessa forma, mostrar a uma criança rica, que deve se preocupar com os pobres, e mostrar aos desfavorecidos, que devem cumprir deveres, é muito complicado, mas a chave está na educação. Assim, gradualmente, desconstruir a base arcaica, evidenciar os pontos positivos de uma sociedade mais empática e cívica, refletindo na qualidade de vida, cumprimento de obrigações, menos desigualdades e maior segurança.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar os entraves supracitados. Cabe ao Ministério das Cidades, a elaboração de políticas públicas de desnvolvimento, habitação e transporte público, com medidas também que impeçam a gentrificação, através da contratação de sociólogos, urbanistas e moradores da região, a fim de melhor projeto e sentido como necessidades atuais, contexto histórico, enfim, a desigualdade urbana. É dever do Ministério da Educação, como gestor nacional, promover palestras, debates e assembleias, com uso de escolas públicas, reunindo profissionais da área, com intento de abrandar a ingnorância, como também, localizar o papel de cada um na sociedade.