Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

Com o advento da Revolução Industrial, percebeu-se a crescente entrada de cidadãos nos limites da vida urbana no Brasil. Entretanto, no atual século XXI, a permanência de uma grande quantidade de pessoas nessas cidades pode, além de acarretar o crescimento urbano e seu consequente desenvolvimento, também ocasionar a falta de oportunidades e de qualidade de vida de uma parcela desse grupo. Faz-se necessária, portanto, a resolução imediata dessa mácula.

Primeiramente, de acordo com dados do IBGE, mais de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas. Esse fato revela a grande influência das cidades, detentoras de maior parte do ciclo econômico, em que muitos empregos são gerados. Entretanto, é necessário um remodelamento proporcional a esse desenvolvimento, pois há grande procura de empregos na metrópole, e, infelizmente, há grande dificuldade na conquista de trabalho e até de moradia nesses centros.

Em segundo plano, o filme estadunidense “Jogos Vorazes” tematiza um mundo em que há uma grande desigualdade social, no qual poucos são ricos enquanto muitos são pobres e vivem em condições precárias. Fazendo-se uma comparação de ficção com a realidade, é notório que fatos como uma sociedade imensamente desigual é realidade no Brasil. Então, nota-se que o crescimento urbano aleatório e não estratégico é uma das causas para tal, sendo, assim, de extrema importância transformações nesse âmbito.

Verifica-se, com isso, como é imprescindível a ação do Governo, ao regulamentar e aprovar projetos que favoreçam a geração de empregos e a aquisição de imóveis para toda a população necessitada, com o intuito de diminuir a desigualdade nas cidades. Além disso, ONG’s, como Habitat Brasil, possuem papel fundamental no desenvolvimento de projetos que busquem meios alternativos como a entrega de cestas básicas e a construção de casas. Dessa forma, as cidades serão, gradativamente, espaços favoráveis para todos viverem.