Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

Embora o processo de crescimento e expansão das Cidades se dê de formas crescentes e móveis o tempo inteiro, essa intensificação se acentuou devido a necessidade de novos modos de vida e produção, efetivados pelos processos de Industrialização e  Urbanização, que promoveram a migração do campo para a Cidade e, desse modo, corroboraram para a força e relevância da mesma.Conquanto, esse processo, desde épocas remotas às atuais, se reverbera de modo injusto e desigual, quando se observa a elitização e a segregação dos espaços urbanos, acentuando a exclusão das camadas sociais mais pobres.                                                                                                                                                              Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a segregação da periferia em detrimento da Cidade.Nesse sentido, a falta de planejamentos urbanos de caráter social que busquem acentuar as relações harmônicas ‘‘centro-periferia’’, fazem com que esta seja parcialmente desassistida e negligenciada de direitos básicos para a sobrevivência, tais como saneamento, segurança, transporte e educação, favorecendo, cada vez mais, o afastamento desses grupos dos grandes polos urbanos.Além disso, essa ausência de políticas públicas contribui para a ocupação de pessoas de baixa renda em áreas ambientalmente sensíveis e precáreas devido ao menor custo de vida, transgredindo os direitos humanos previstos na Constituição de 1988.                                  Em segundo plano, é válido ressaltar a distância entre a periferia e Cidade como impulsionadora da desigualdade entre essas classes.Diante dessa perspectiva, a dificuldade de mobilidade entre esses locais contribui para o aumento do custo de vida das camadas mais pobres, uma vez que precisam custear o próprio deslocamento para trabalhar, estudar e resolver atividades cotidianas e, sendo essas localidades próximas aos grandes centros, é necessário que haja esse deslocamento, desfavorecendo ainda mais as classes mais pobres.De acordo com o site G1, em uma entrevista realizada com um milhão de pessoas, 37% dos entrevistados já deixaram um emprego por causa da longa distância entre a casa e o trabalho, o que, infelizmente é visível no Brasil.Logo, é inadmissível que esse Cenário continue a perdurar.                                                                                                                                                 Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos.O Governo Federal deve promover a qualificação em áreas de ocupação precárea, atribuindo às periferias, direitos essenciais de qualidade, por meio da coleta de lixo, qualidade da água, educação, a fim de combater as péssimas condições de vida dessas pessoas.Ademais, é de suma importância que o Estado, juntamente com as empresas privadas, invistam no desenvolvimento econômico das periferias, rompendo a polarização entre centro e periferia.Assim, tornar-se à possível uma sociedade  igualitária, prevista na Constituição.