Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

Na sociedade pós industrial,concretiza-se a presença de cidades mais urbanizadas e globalizadas, nas quais a circulação de pessoas e serviços crescem cada vez mais e consequentemente surgem problemas associados a tais fatos.Em meio a tal panorama, tais meios urbanos não conseguem atender ,ampa e satisfatóriamente,toda a população, gerando por meio disso uma insatisfação popular,uma vez que não veem seus direitos garantidos,seja pela deficitária infraestrutura das grandes cidades,seja pela não garantia da mobilidade urbana.

Em primeira instância, tem-se em vista que a urbanização nacional ocorreu de forma rápida e desorganizada.Como consequência disso, não é difícil perceber nas grandes zonas urbanas,problemas relacionados a infraestrutura e ao sanemento básico, os quais atingem, em destaque, as camadas mais pobres da população.Consoante a isso, altas taxas de natalidade são visíveis aliado a processos migratórios, o que gera um superávit populacional,causando empecilhos a vivência nesses ambientes.

Ressalta-se também,a dificuldade dos moradores de áreas periféricas de acessarem o centro urbano, em razão de uma deficiência na mobilidade urbana e da instalação empresarial.Nesse ínterim, é visto que grandes conglomerados empresariais são formados,favorecendo a especulação imobiliária e a valorização de serviços no entorno, dificultando dessa maneira o acesso dos residentes periféricos à educação e a saúde.É destacado também que,o acesso aos transportes públicos e sua  locomoção efetiva não são garantidos.Portanto, percebe-se que tal concentração de capitais juntamente a uma mobilidade deficitária,acabam por criar uma “barreira” dentro das cidades, que impede o acesso a determinados serviços oferecidos pelo governo.

Dito isso, urge-se que o executivo, na forma de ministérios,atue na implementação de medidas que visem garantir um transporte público acessível e efetivo,investindo também na infraestrutura sanitária,rodoviária no caso dos onibûs e ferroviária no caso dos trens e metrôs.Logo, cabe ao Ministério da Infraestrutura,a ampliação da frota de transporte público, juntamente a uma ampliação e reparação das vias que seguem esses veículos,de forma à atingir de maneira efetiva uma maior parte da sociedade que necessita dessa locomoção.Em convergência disso,é imperial a ação do Ministério da Educação em coligação ao Ministério da Saúde, na ampliação da rede de escolar públicas e postos de saúde fora dos centros urbanos, com objetivo de englobar a camada social que não tem acesso aos locais de oferta desses serviços públicos.