Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 23/04/2021
Na metade do século XIX surgiam as primeiras industrias no Brasil e com ela iniciava-se o processo de urbanização com a promessa de revolucionar o país, mas o que prometia trazer melhorias para as população se tornou motivo de sofrimento para muitos. Dessa forma, a vida na cidade não tem sido uma realidade presente para todos. Sendo assim, faz-se necessário analisar tal quadro intrisicamente ligado a fatores socioculturais e econômicos.
Em primeira análise, vale pontuar que o êxodo rural ocorreu de modo rápido, e com a busca eufórica por melhoria de vida houve um processo migratório do campo para a cidade, árduo e cheio de obstáculos. No livro “A Hora da Estrela”, Clarice Lispector retrata as dificuldades de uma jovem imigrante nordestina que vai para a capital do Rio de Janeiro em busca de melhorias e se depara com condições de vida miseráveis. Fora da ficção, a realidade vivida pela jovem Macabéa, pode se relacionar com a atual condição de muitos ruralistas, que deixam sua vida no campo para morar na cidade grande e se deparam com as dificuldades e as agitações das grandes metrópoles. Nesse âmbito, urge a necessidade de alterações socioculturais para tornar esse cenário mais ameno.
Além disso, vale ressaltar que, problemas relacionados à infraestrutura e ao saneamento básico nos centros urbanos são fatores que impulsionam as dificuldades vividas por imigrantes, que se instalam, normalmente, em regiões periféricas gerando uma macrocefalia urbana. Segundo pesquisa realizada pela ONU o percentual de urbanização deve aumentar em 9,4% até o ano de 2050. Sendo assim, é fundamental que o poder público desenvolva medidas para mudar tal situação.
Infere-se, portanto que o Estado tome proviências para amenizar o atual quadro. Intensificando ivestimentos em infraestruturas nas metrópoles, por meio Ministério da Infraestrutura juntamente com o Ministério da Saúde, visando a melhoria do saneamento básico e do controle de disseminação de doenças. Também, faz-se necessário o investimento na mobilidade em zonas rurais, de modo que as pessoas não precisem mudar-se definitivamente para as cidades para suprir suas necessidades. Para que, dessa forma, consiga diminuir o número de migração do campo para cidade.