Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 23/04/2021

Com as Revoluções Industriais e a inserção do aparato tecnológico nas áreas rurais, houve um grande êxodo paras as cidades, colaborando para o processo de urbanização. Contudo, diante do desenvolvimento da vida urbana, habitar uma cidade se torna cada vez mais difícil, devido ao alto custo de vida e das baixas possibilidades ocupacionais, gerando uma desigualdade social e o surgimentos de favelas.

Nessa perspectiva, torna-se evidente que a cidade não pode ser habitada por todos, logo que muitos não conseguem se encaixar no padrão financeiro de vida exigido. Segundo a sociologia, a desigualdade social é um processo histórico e cultural, resultado de diversos eventos, que criaram esse paralelo de vida entre os indivíduos. A exemplo desse cenário, pode-se analisar o período da Revolução Industrial Inglesa, no qual a política dos cercamentos ocasionou uma migração rural e a dificuldade dos desempregados de se estabelecerem financeiramente e usufruir dos benefícios oferecidos pelas cidades. Dessa forma, é evidente o quanto o acúmulo de capital é determinante para o estabelecimento de uma vida urbana e o quanto os processos históricos e a urbanização afetam o cotidiano da população, visto que tudo depende de oportunidades.

Além disso, é importante ressaltar que o crescente desenvolvimento de pontos comerciais ocasiona o crescimento horizontal da vida urbana e resulta em um processo o qual a geografia conceitua de gentrificação. Ela consiste na mudança da dinâmica de determinadas regiões, dificultando a permanência de moradores anteriores, cuja renda não é suficiente para permanecer ali. Dessa forma, devido ao acontecimento desses processos, atualmente as cidades são compostas de extensões de moradia chamadas de favela, onde as pessoas habitam numa condição precária e sem atenção suficiente dos governos e dos serviços públicos. Assim, consolida-se cada vez mais o esteriótipo inferior dos moradores das periferias, acentuando, ainda mais, a dificuldade de conseguir emprego e crescer financeiramente.

Portante, cabe ao governo estabelecer políticas públicas que facilitem a ocupação das pessoas de baixa renda nas cidades, através de auxílios financeiros e de moradias mais eficientes. Além disso, é importante o investimento nos serviços públicos, como a escola, a fim de melhorar as condições de vida da população e para que, futuramente, eles possam se consolidar melhor na sociedade. Assim, a desigualdade social, aos poucos, irá diminuir.