Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 23/04/2021
“Parasitas” obra cinematográfica e ganhadorá do Oscar retrata a triste realidade dos moradores de classe média e baixa da Coreia do Sul. Esses coreanos, não tem condições de comprar uma boa moradia e precisam viver em porões de casas e apartamentos luxuosos sem a menor condição sanitária. De maneira semelhante, no Brasil da contemporaneidade, grande parte da porpulação não possui meios para viver dignamente, sendo preciso submeter-se a condições desumanas. A partir desse contexto, é fundamental discutir os principais efeitos, tanto socioeconômico quanto político, da conturbada vida urbana no século XXI.
Para entender a dinâmica das cidades da atualidade, deve-se perceber que a acentuada disparidade socioeconômica é um fator determinante e segregador de boa qualidade de vida urbana. Isso acontece, infelizmente, não há umplanejamento urbano para suprir a demanda populacional exigida pelas áreas urbanas, como consequência é observado a desigualdade social sendo manifestada, pois os indivíduos que possuem poder econômico conseguem adquirir imóveis em regiões estrutalmente desenvolvidas ao contrário da maior parte da populução carente do privilégio monetário. Dessa forma, ao tomar como base o pensamento do economisa Celso Furtado, para quem o subdesenvolvimento econômico brasileiro é uma estratégia, pois assim, a classe dominante continua no poder e subordina a população que vive na periferia do capitalismo. Por conseguinte, a primeira vive nas melhores moradias e nas localidades mais desenvolvidas, já a segunda precisa criar conglomerados subnormais com péssimas condições sanitárias.
Notas-se, ainda, que a falta de planejamento urbano pelos gestores políticos gera a atual desordem urbana. Tal questão ocorre, de fato, pois cada região do país sofreu o processo de urbanização diferente e um acelerado desenvolvimento econômico, como consequência a distribuição poopulacional pelas cidades fica em segundo plano, sendo prioridade apenas o crescimento da economia realidade essa, no mínino, desumana por priorizar a quantidade monetária à qualidade de vida humana. Assim, pode-se perceber, por exemplo, a região Sudeste, a qual foi contemplada com a instalação de várias indústrias a partir da década de 1970 e hoje apresenta o maior índice de urbanização, segundo o IBGE.
Portanto, é necessário que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério do Desenvolvimento Regional, distribua a população de maneira mais ordenada, a fim de proporcionar um espaço para todos na cidade. Essa distribuição pode ser feita por meio da crianção de um Projeto Nacional - atuará nos 5570 municípios -organizará as áreas urbanas equitativamente de acordo com a quantidade populacional da região e de modo a proporcionar menos desigualdade entre os brasileiros. Afinal, é chegada a hora de o Brasil não aprensentar a mesma realidade da Coreia do Sul.