Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 21/06/2021

A Revolução Industrial do século XVIII desencadeou o processo de urbanização com a ida da população do campo para as cidades em busca de oportunidades melhores de emprego. Todavia, nota-se um empasse enfrentado por parcela dos cidadãos no que se refere à moradia no meio urbano, o que viabiliza dois aspectos pertinentes: a dinâmica do processo de gentrificação que causa a exclusão de alguns indivíduos que habitam as regiões metropolitanas. Posto isso, medidas atitudinais e estruturais são necessárias para garantir o direito de todos às cidades.

A princípio, vale ressalatar que o fenômeno de gentrificar determinada localidade é um fator potencializante. Segundo o ponto de vista geográfico, gentrificação é um processo que visa enobrecer um espaço, alterando sua composição, com a construção de novos pontos comerciais e edifícios de luxo. Nessa perspectiva, pode-se concluir que tal evento contribui positivamente para a economia local, além de gerar novos empregos, no entanto, afeta negativamente os cidadãos que alí habitam, uma vez que não possuem poder aquisitivo suficiente para residirem em um lugar de alto custo monetário.

Em consequência disso, cabe mencionar que nessas situações a comunidade local torna-se obrigada a se retirar daquele meio. Consoante à revista Super Abril, os novos habitantes das metrópoles não são gente caipira, mas sim moradores urbanos que precisaram deixar sua antiga cidade e irem em busca de novas oportunidades que antes não possuiam ou deixaram de possuir. Nesse contexto, convém enfatizar que as novas dinâmicas urbanas prejudicam parte considerável da população, visto que excluem os mais pobres e modificam drasticamente o modo de vida deles.

Infere-se, portanto, que o Poder Legislativo, responsável pela elaboração de leis e fiscalização do Executivo, por meio de uma discussão no Congresso Nacional, proponha a criação de uma lei que aja em todos os espaços que passam pelo processo de gentrificação, investindo no melhoramento das casas locais e garantindo que, no mínimo, 50% dos novos empregos sejam direcionados aos antigos moradores, à fim de impedir que a comunidade tenha que deixar seus lares à procura de luagres que se adequem a sua realidade. Tomada tal medida, o Estado permitirá que as cidades sejam um espaço acessível à todos.